YourThought.eu Interviews: being an European is growing as a community, by Diogo

In May 2017, we met Diogo during a workshop held by the Rato-ADCC Association at the high school Manuel Cargaleiro, in Amora, Portugal. Students discussed between them the definition of “Home”. As the meaning of European, Home is represents something intrinsically personal. A few weeks later, Diogo replied to our questions about what does it mean to be an European and if he would like to live outside his country. Another relevant testimony to look into the perspectives as regards education and jobs from young Europeans.

 

 

1- Who are you? Tell me your name, age, and location? What do you do?

I am Diogo, I am 17 years old and I am from the municipality of Seixal. I recently finished the high school in the course of Languages ​​and Humanities.

 

2- Do you have plans to live or would you like to live outside Portugal? Why?

I have no great plans to live outside Portugal, not only because of the money involved, but also, it does not raise much interest. I consider Portugal a great place to live, and only want to visit other countries as a tourist.

 

3- What do you consider to be an European? And why?

For me to be European, is to be part of a large organization, where several countries unite to achieve a goal, to defend human values ​​and the concept of unity and cooperation. On the other hand, I recognize that the European Union has problems and has its limitations, but I certainly say that belonging to Europe, and being a European citizen is undoubtedly an added value and a “safety net” in people’s lifestyles.

 

4- Do you consider yourself only as Portuguese? What makes you (or not) an European?

Being Portuguese is just a symbol of my identity, my language and my customs. We are all different, and we all have different customs, religions, languages ​​and so on. Being European and being proud of it, it is symbolism that even if different, countries can come together and accept themselves as they are, and cooperate with each other to grow not only as countries, but also as a community.

 

5- How would you describe European identity?

European identity is like a passport and a visa between Europe. I am not only talking about freedom of movement, I am also talking about the freedom of a European citizen to study abroad, to ask for help from the European court, among others. It’s an identity, on the one hand, it takes away some of our nationality, but on the other, it gives us a little bit of others, which in my opinion is very positive, because it shows other ways of facing problems, and gives us the “eyes” of other nationalities, perfecting ourselves as human beings, without closing ourselves in our own cultures and opinions of seeing things.

 

6- What does Europe or the European Union mean to you? What are the shared common values ​​most important to you?

The most important values ​​are undoubtedly cooperation, adaptation and freedom. These values ​​show Europe as it should be, I can not say what it means, I can have a perspective of how it is, and this perspective is the most utopian and generalized in Europe as an organization, on the other hand I know that it does not always follow these topics , and it often gives the feeling that interests speak louder.

 

7- If you could, what would you change? What are the advantages and disadvantages of having a common economic, political and social project among 28 countries?

What I would change would be the change of the politically correct model. Often comments are made on Brexit, and some European leaders who make racist, xenophobic and generalized comments about a particular people, but nothing is ever done. I feel that often even with the freedom to express my opinion does not serve much, usually the answer would be “Yes we will do our best” but nothing is ever done. For example the veto right of the UN Security Council, many find, including myself, something very unjust and that with this right these member countries can veto their advantage, and it is something that many think is wrong, but that no one speaks, or politicians just accept what they are, and do not argue, why do these countries have this right? Is it because they are more powerful militarily and economically? These examples and others where we European citizens, most without relevant political influence, see and realize that something is not wrong, should be spoken and discussed in the European Parliament. My impression is that the only issues discussed are the more mainstream, which politicians know will give votes.

 

I have to thank the Rato association, Manuel Cargaleiro High School and the project YourThought.eu, to encourage me and many other young people to express new opinions, which I think is fundamental for the development of Europe now and in the future.

 

PT

 

Em Maio 2017, encontrámos o Diogo durante um workshop realizado pela Associação Rato-ADCC na Escola Secundária Manuel Cargaleiro, em Amora, Portugal. Os alunos discutiram entre eles a definição de “Lar”. Assim como a definição de Europeu, Lar representa algo intrinsecamente pessoal. Poucas semanas depois, o Diogo respondeu às nossas perguntas sobre o que, para ele, significa ser Europeu e se ele gostaria de viver fora de seu país. Outro testemunho relevante para analisar as perspectivas em matéria de educação e emprego dos jovens Europeus.

 

1- Quem és tu? Diz-me o teu nome, idade e localidade? O que fazes?

Sou o Diogo, tenho 17 anos e sou do concelho do Seixal,Recentemente acabei o meu 12º ano no curso de Línguas e Humanidades.

 

2- Tens planos de morar ou gostavas de morar fora de Portugal? Porquê?

Não tenho grandes planos em morar fora de Portugal, não só pelo dinheiro que isso envolve, como também não me suscita grande interesse.Considero Portugal um ótimo sítio para se viver, e só visitaria outros países como turista.

 

3- O que consideras ser um Europeu? E porquê?

Para mim ser europeu, é fazer parte de uma grande organização, onde vários países unem-se para obter um objetivo, defender os valores humanos e o conceito de união e cooperação. Por outro lado reconheço que a União Europeia têm problemas e têm as suas limitações, mas seguramente afirmo que pertencer á Europa, e ser um cidadão europeu é sem dúvida uma mais valia e uma “rede de segurança” no estilo de vida das pessoas.

 

4- Consideras-te somente Português? O que faz de ti (ou não) um Europeu?

Ser Português é apenas um simbolo da minha identidade, da minha lingua e dos meus costumes. Todos nós somos diferente, e todos nós temos diferentes costumes, religiões , línguas e entre outros. Ser europeu e ter orgulho de o ser, é simbolismo que mesmo que diferentes, os países podem se unir e aceitar-se como são, e cooperar entre si para crescer , não só como países, como também comunidade.

 

5- Como descreverias a identidade europeia?

A identidade europeia é como se fosse um passaporte e um visto entre a Europa. Não falo apenas da liberdade de movimento, falo também da liberdade de um cidadão europeu de estudar no estrangeiro, pedir ajuda ao tribunal europeu, entre outros. É uma identidade por um lado retira um pouco da nossa nacionalidade, mas por outro dá-nos um pouco de outras, o que na minha opinião é algo muito positivo, porque mosta outras formas de encarar problemas, e dá-nos os “olhos” de outras nacionalidades, aperfeiçoando-nos como humanos, sem fecharmo-nos nas nossas culturas e opiniões próprias de ver as coisas.

 

6- O que significa para ti a Europa ou a União Europeia? Quais são os valores comuns partilhados mais importantes para ti?

Os valores mais importantes são sem dúvida cooperação, adaptação e liberdade. Esses valores mostram a Europa como ela deve ser, não  posso dizer o que significa, posso ter uma pespetiva de como ela é, e essa perspetiva é a mais utópica e generalizada da Europa como organização, por outro lado sei que nem sempre segue estes tópicos, e que muitas vezes dá a sensação que os interesses falam mais alto.

 

7- Se pudesses, o que mudavas? Quais são as vantagens e desvantagens de ter um projeto económico, político e social comum entre 28 países?

Aquilo que eu mudaria seria a alteração do modelo do politicamente correto. Muitas vezes comenta-se sobre o Brexit, e alguns dirigentes europeus que fazem comentários racistas, xenófobos e generalizados sobre um determinado povo, mas nunca nada é feito. Sinto que muitas vezes mesmo com a liberdade de exprimir a minha opinião não serve de muito, normalmente a resposta seria “Sim faremos o nosso melhor” mas nada nunca é feito. Por exemplo o direito de veto do conselho de segurança da ONU, muitos acham, inclusive eu, algo muito injusto e que com este direito estes países membros podem vetar a seu proveito, e é algo que muitos acham errados, mas que ninguém fala, ou os políticos apenas aceitam como é, e não discutem, porque é que estes países têm este direito? É porque são mais poderosos militar e economicamente? Estes exemplos e outros onde nós cidadãos europeus, maioria sem influencia politica relevante, vê e percebe que algo não está errado, deveria ser falado e discutido no Parlamento europeu. A minha impressão é que os únicos temas discutidos, são os mais “mainstream”, os que os políticos sabem que vai dar votos.

 

Tenho de agradecer a Associação Rato, à Escola Secundária Manuel Cargaleiro e ao projecto YourThought.eu, a incentivar-me a mim e a muitos outros jovens a exprimir a nova opinião, opinião essa que acho fundamental para o desenvolvimento da Europa agora e no futuro.

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